sexta-feira, 7 de maio de 2010

BLOG OUTROS CAMPOS FAZ DEBATE SOBRE O PT DE CAMPOS


Aqui está o nosso pitaco.


Aos articulistas Brand Arenari e Roberto Torres e aos comentaristas de peso Douglas, Gustavo Carvalho e Gustavo Lopes, meus parabéns. Com bisturis esterelizados, afiados e incisivos, vocês abriram tecnicamente e com sabedoria esse corpo que é o PT de Campos. É como se estivessemos diante da prancha inoxidável de uma entidade acadêmica. Aberto, cortado, separado por partes, totalmente identificado, inclusive os seus órgãos internos adoecidos e incuráveis. Mas o que fazer com esse corpo. Apesar dessa endemia que o fragilizou por demais, e por muitos anos ele não está morto e nem morre, apesar das muitas lideranças qualificadas que o deixaram, indo para casa e pararando de sonhar. Que medidas curativas se pode tomar. Deixou-se muito tempo com essa enfermidade do poder pelo poder, sem a sustentação sólida de uma construção que preferiu uma militância pragmática em detrimento da sua militância gratuita, ideológica e programática, que hoje seguiu outros caminhos ou abraçou outras siglas. O processo interno de eleição é um exemplo claro disso. Ele está na nossa sala. Esse corpo está na sala daqueles que fazem e vivem a política com a clareza de que o povo não é só a massa, não é uma porção de nada, descartável depois da urna. Exige-se a responsabilidade de se fazer política diferente. Sem vergonha de ser transparente, e andar de mãos dadas com a honestidade. Se não criarmos novas chances ou tirarmos todas as possibilidades, não adianta construir muros altos, nem nos escondermos atrás das películas escuras das nossas blindadas cabines duplas. A bomba está armada e vai estourar. Se não for na nossa poderá ser na cara de um filho, da esposa ou de um parente. Os sequestros relâmpagos, as saidinhas de banco, as invasões de casas estão a nossa espreita. É só chegar a vez e pode ser a última, pode ser a pedra. Eu pensava, mas ao meu ver, não somos diferentes. Utilizamos dos mesmos meios para chegar ao poder e quando lá chegarmos a cumplicidade e os compromissos assumnidos certamente vão calar a nossa voz. Mas nem tudo está perdido, é preciso abandonar os atalhos e achar o caminho para se ir adiante. Meus caros cirurgiões, diagnosticado o paciente, está na hora de dar a receita. Sigamos em frente porque o remédio existe.

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