quarta-feira, 28 de maio de 2008

Do jeito que você me olha, vai dar namoro?



Estivemos no Seminário do PSDB. Excelente iniciativa nessa convocação da sociedade para se interessar mais por política. Um verdadeiro namoro. No aspecto da oratória, até que foi muito bem, com algumas exceções, os bons continuam bons e aqueles que não tem o cacoete, estão melhorando. Ao nosso ver, do jeito que os possíveis nubentes se olham, pode até dar em namoro, no entanto, a população que é o pai e mãe da namorada/cidade de Campos, não sei se deve estar fazendo muito gosto com os moços que estão pedindo a mão da sofrida balzaquiana por núpcias anteriores mal celebradas e por interesse em surrupiar os seus cofres, em um autêntico golpe do baú.

Ao primeiro flerte, faltou aquele arrepio, aquela molenguesa que naturalmente se sente nesses amores à primeira vista: o toque mais charmoso que pode envolver uma união que ultrapasse tanto a sorte quanto a dor - a moralização da administração pública. Sabemos que nos primeiro encontros determinados assuntos são como broxantes e a corrupção funciona como um mau hálito que pode até inviabilizar um namoro eterno. Mas é inevitável, tem que se falar logo, sob pena de ter que ficar com a mão na boca pelo resto da vida, com medo de falar e exalar o mau cheiro.

Tem se a mania de academizar por excesso o debate e esquecer o que é mais importante - a idoneidade, o saber gastar o dinheiro público - nesse romance cívico para administrar uma cidade. Nas mãos do acadêmico mal intensionado, o orçamento pode ser até de 5 bilhões que não dá. Todavia, nas mãos de quem respeita o que é dos outros e o que é o outro, esses 1,5 bilhões dão de sobra e talvez até levar a namorada/cidade ao cinema e depois para jantar.

Até o FUNDECAM foi citado como exemplo de excelente modelo de gestão pública. Uma ova, meus caros debatedores. E como fica a inadimplência dos que tomaram dinheiro e deram o tomé nos cofres públicos, deixando vazios não só os galpões como a esperanças da população. Não se falou na criação de um conselho comunitário que fiscalizasse o uso e o retorno dos recursos fabulosos que nele são fomentados. Aí, restam o porre da Cana Brava e a porrada do rolo de macarrão da nascimorta na cabeça das viuvas da Duvenuto, na Baixa Grande. Falou-se que a exemplo do comércio, quando você trata mal o cliente ele vai embora e não volta. No entanto, a nossa população é até bem tratada com muitos shows. Mas quando cessa o último acorde das bandas, duplas e conjuntos, sobram a ressaca e o desconforto de que a maior parte dos recursos neles investidos foi para o bolso de poucos, não resultando em desenvolvimento, nem sequer crescimento cultural daqueles que os frequentam.

Não vai aqui prejulgamento nem sequer juizo de valores. No entanto, ao nosso ver, do jeito que nos olhamos pode até dar namoro, mas não aquele romance que inspira o "foram felizes para sempre". A cidade/namorada é maior que nós e os gestos de carinho, amor, responsabilidade e principalmente honestidade para com ela também tem que maiores.

Aí sim, meus caros palestrantes, pode até ser um insipiente ou incipiente gestor público. O remédio vai começar a aparecer nos postos médicos, as consultas vão estar à disposição para o dia em que a população sente a dor e não para possivelmente ajudar no seu enterro. O ingresso do paciente nos hospitais terá um leito respeitoso e não o corredor humilhante dos hospitais públicos, levados por amigos, porque até as ambulâncias sumiram nas manutenções milionárias. O trânsito será melhor organizado por aqueles que tentam em vão resolver o problema das vans.

A educação de qualidade colocará em salas iguais o estudante pobre e o rico, dando acessibilidade as Universidades, sem a necessidade da irresolvível questão das quotas. O emprego no município terá maior sustentabilidade com uma seleção e acompanhamento criteriosos dos recursos e renúcias fiscais fomentados pela municipalidade. A natureza irá agradecer se tanto o Executivo como o Legislativo cobrarem dos responsáveis pelo serviço concedido que ainda continuam jogando o esgoto in natura nas águas do nosso paraíba e quando a queremos beber, não há ISO que nos livre de ter que comprar galões de água mineral e purifique o seu santo líquido. Até a violência diminuiria, se a mãe/cidade/namorada tivesse como atender as necessidades básicas dos seus habitantes, retirando da clandestinidade e do tráfico os atuais e futuros filhos que buscam o seu ganha pão. É relevante o Partido, mas essa possibilidade de namoro eleitoral talvez deva se estender para outras siglas, como o PMDB, que esteve afastado do poder público municipal pelos últimos 10 anos, priorizando a questão da corrupção, de modo a dar a essa possível aliança o glamour e seriedade de um grande romance cívico.

2 comentários:

Anônimo disse...

Tenho acompanhado, através da imprensa e dos blogs, as idas e vindas da discussão da frente, que está sendo chamada de Terceira Via.

O movimento se iniciou de forma espontânea, quase por acaso, junto com o movimento chega de palhaçada. E foi crescendo e tomando corpo o que assustou a maioria dos blogueiros, seus criadores, que no inicio estavam dando a maior força, hoje praticamente não tocam no assunto, acho que por medo do monstro que criaram. Em contra partida a imprensa conservadora apropriou-se da idéia e passou a defendê-la, a seu modo, dando amplos espaços em seu jornal para aqueles que mais lhe interessa.

Isso não aconteceu porque são bons burgueses e democráticos. Eles perceberam que esse é um anseio da sociedade campista e em particular daqueles que não tem uma boquinha na prefeitura, que por enquanto ainda é a maioria da população, pelo menos eu acho.

Essa imprensa que sempre esteve a favor dos que estão no poder, está se sentido tão a vontade e segura, que todo dia escala um prefeitável, para ver qual ao final, mais lhe convém e agrada a classe dominante. É lógico, sem deixar desamparado o grupo que sempre apoiou, ou seja, o de Arnaldo / Mocaiber. Na verdade esse apoio a Terceira Via ou Primeira Via como preferem chamar é um apoio estratégico, caso ocorra algum desastre com Arnaldo / Mocaiber, eles tem como opção o candidato da Terceira Via, e que de preferencia seja alguem ligado a eles e a oligarquia dominante. Já que um acordo com Garotinho, que já apoiaram, e seu grupo é quase impossível, apesar de a muito, também, representarem os interesses das oligarquias falidas de Campos, com a mesma roupagem populista do Grupo de Arnaldo / Mocaiber. Afinal são farinha do mesmo saco.

Bem e nós?

Estamos nadando em círculos, com as velhas e intermináveis pecuinhas, rancores, projetos pessoais e egos elevados. Deixando nos pautar pelo jornal Folha da Manhã, e escapar entre os dedos uma oportunidade única, por comodismo, falta de maturidade política, de visão estratégica e de capacidade de analise da atual situação politica de Campos.

Companheiros do PT vamos parar de olhar só para o nosso umbigo. Vamos deixar de lado as picuinhas, os rancores e as cobranças intermináveis dos erros do passado (dos outros, porque os nossos são sempre esquecidos ou justificados), assim como os projetos pessoais ou de grupos.

Vamos agir com maturidade, pragmatismo e despreendimento pessoal, visando montar uma frente com o PSDB e outros partidos, que tenha condições de ganhar a prefeitura, derrubando esse grupo populista e corrupto, que está no poder a 20 anos.

Vamos unir os candidatos a vereadores em uma única nominata para que possamos fazer o maior numero de vereadores possível.


Tenho visto, a alguns dias, nos blogs, a sugestão de um blogueiro para que a nominata dos vereadores além de contar com o Feijó, contasse também com o Dr, Mackoul. Essa sugestão, pode até de inicio parecer loucura, mas se analisarmos em termos estratégicos, é perfeita, porque se isso ocorresse, certamente conseguiríamos eleger uma grande bancada, talvez a maior bancada da camara de vereadores, por que os dois são grandes puxadores de voto e certamente serão os mais votados.

Espero que os dois tenham humildade, para analisar essa proposta, dentro de uma visão estratégica de médio e longo prazo, para eles, para os partidos e principalmente para a cidade, e que tenham o despreendimento e a humildade necessária, para embarcar nela.

Quanto a escolha dos candidatos a prefeito e vice, deve-se buscar nos quadros partidários aqueles que representem o melhor sentimento de ruptura com tudo que está ai e que consigam passar para a sociedade que eles não tem nenhum tipo de comprometimento com o passado politico recente da cidade ( últimos 20 anos), e que são capazes, competentes, éticos, honestos e que serão capazes de conduzir o município para o progresso, tirando-o desse atoleiro de incompetência e corrupção, que está mergulhado a anos.

Espero que com este texto, eu consiga trazer para reflexão dos companheiros do PT e do PSDB, essas ideias e iniciar uma discussão de propostas, sem rancores, projetos pessoais e picuinhas, para que possamos construir algo novo para o futuro de nossa cidade.

Não tenho a pretensão de ser o dono da verdade, mas tenho certeza que estamos vivendo um momento único nos últimos 20 anos, e que não podemos desperdiçar por imaturidade politica, vaidades pessoais,ou erro de avaliação e estratégia.

Temos condições de eleger o prefeito e fazer a maior bancada da camara, basta somente, querermos e termos maturidade e o despreendimento que o momento exige, e que algumas pessoas não coloquem os interesses pessoais acima do coletivo.

E vamos a luta até vitoria final.


E blogueiros vamos deixar a apatia de lado e trazer essa discussão para o centro da sala.

felixmanhaes disse...

Acho ótima a idéia. Todavia, o critério da escolha dessa nominata teria que ser por demais rigorosa, uma vez que após lançados, de acordo com a capacidade de suas articulações, o apoio pode se fazer presente, dando lhes um novo verniz, o que produziríamos verdadeiras surpresas eleitorais que vão compor a Câmara, com o seu adesivismo, cooptação e apoio incondicional ao Executivo.

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