sábado, 18 de abril de 2009

TERCEIRA VIA, UMA NECESSIDADE


Embora os fatos políticos/policiais dos últimos anos ainda não estejam devidamente esclarecidos, seja pela morosidade da Justiça, ou pela habilidade advocatícia, que encontram nas leis bonachonas um amparo para todo tipo de vícios, um coisa está muito evidente. Montou-se em Campos, e isso é um retrato de todo o país, uma verdadeira indústria de produzir "políticos" que são catapultados aos cofres públicos, com chaves pródigas que tocam nos vastos recursos sem a devida austeridade moral no administrar um bem que não lhes pertence.

É como se um empresário, detentor de um grande montante de recursos, quisesse investir o seu capital e na política, encontrasse uma forma mais curta e com plenas garantias do retorno do seu investimento. Investir em uma empresa e/ou indústria, exige toda uma arte do saber em que, quando e onde e ainda ser vidente para saber que tipo de intempérie econômico financeira esse empreendimento estaria sujeito. Crise na Ásia, Crise nos EUA, crise mundial. É um espirro dado a milhares de quilômetros e seu dinheiro pega uma pneumonia aqui onde investe. Assim, ele achou mais certo investir em Política. Matéria prima em abundância - um povo carente, as vezes miserável, que com qualquer cinquentinha muda-se-lhe a sua cabeça e fideliza-se o seu voto. Aí fica fácil, é só fazer a conta do que vai investir o quanto vai lucrar em 4 anos. Ela vai ter acesso a um cofre do tamanho da sua gula e instituições, dentre elas damos um destaque maior, uma Câmara de Vereadores solícita, "convencida" e sólida na sua base de apoio, o que garantirá, independentemente de qualquer saque, a aprovação das contas.

Os últimos fatos apurados pela Polícia Federal e enormemente anunciados pela imprensa nacional nos dão uma certeza. Esse modelo, no que diz respeito a beneficiar a população, que é a dona maior dos recursos, está completamente falido,indistintamente, de qual ator esteja figurando nesse cenário político. Pode-se procurar com a luz acessa que no fundo lá vai estar um voto acabrestado, seja pela sua compra ou por um outro tipo de convencimento não muito republicano. E virou uma roda viva. Investe-se um recurso certo, fideliza o eleitor e é a garantia de mais 4 anos, seja no município, no estado ou em Brasilia.

Estaria tudo perdido, perguntaria alguém? Fazer o que?

Embora não sejamos cientistas políticos, os meus sessenta anos nas costas, me deram uma capacidade razoável de auto-avaliação e conhecimento do meu entorno. Chegou-se a um ponto que até o político que usa desse mecanismo de conquista do cofre e auto-sustentação perto do dinheiro, está concluindo que cada vez fica mais caro esse projeto, visto que os "eleitores", a matéria prima desse investimento está cada vez cobrando mais caro e, o que é pior, fideliza-se a quem der mais e, às vezes, esse mais é depois da venda do voto e da eleiçlão, e aí ele se vende nem que seja para ferrar algum adversário político, prestando-se para tornar público os métodos escusos desse processo, como a compra de voto. E isso ele faz com todo a tranquilidade, já que o bom e caro escritório advocatício já estará à disposição com toda a habilidade para judicialmente empurar com a barriga o seu mafeito.

Nas últimas eleições municipais chegou-se a ensaiar a formatação de uma terceira via, fora desse eixo maldito que foi implantado há 20 anos e que depois se bifurcou em vários grupos, não por uma questão de divergência de ideologia, mas tão somente por questão de acerto de contas. No entanto, no meio dessa encenação de um terceiro grupo haviam figuras antigas na política que estavam com um olho no peixo e outro no gato. Blefaram, se insinuaram, criaram dificuldades para depois venderem facilidades e os nomes toda a cidade sabe, devendo-se prevenir-se futuramente contra eles. A primeira punição já foi dada pelas urnas.

Mais uma vez é necessária a pavimentação dessa TERCEIRA VIA, desta vez sem açodamente, sem prenomes, sem ansiedade, é questão de ser prático. Juntam-se todos em nome do projeto e lá na frente, no momento certo, o próprio grupo vai identificar que será o puxador da coluna. Sensibilidade existe para identificá-lo. É angustiante olhar em nossa volta e ver que a mudança muitas das vezes são apenas de nome e não de ações. Ao final não é só o menor que se ferra, não. Também todos são atingidos de forma direta, seja na violência, na empregabilidade, na educação, na saúde, na preservação da natureza, no bolso, e o que é pior, de longe, sem a possilidade de intervir a não ser espernear de forma abafada, assistir pessoas mal intencionadas tungarem o dinheiro que é de todos e para todos.

Terceira Via neles! Vamos disseminar essa idéia na rede blog e desta vez fazer a coisa do modo certo, identificando os "cavalos de Tróia" que se infiltram para melar qualquer projeto político nobre. Os nomes estão por aí, não há necessidade de citá-los. Vamos perder tempo com a parte boa da política. Basta trazê-la para o ambiente onde esse caminha começará a ser aberto.



4 comentários:

Anônimo disse...

Félix, a sua análise aplica-se à situação de Campos. Infelizmente, os eleitores ainda não sacaram que os mais prejudicados são eles mesmos. Aqueles que recebem as bênçãos com alguns cargos, tudo bem. Mas quem fica órfão, fica sem nada.

Blog Vitor Longo disse...

Dr. Andral Nunes Tavares Filho. Essa (ou esse) é a verdadeira terceira via.

felixmanhaes disse...

Nobre Vitor Longo, com todo o respeito a sua opinião e ao Andral, é um excelente nome. Todavia, como da outra vez a indicação inicial de nomes foi o que azedou qualquer possibilidade da pavimentação dessa via, penso que é prematura a indicação desse ou aquele nome. Pode até que lá na frente, o consenso o indique. Mas valeu a visita e multiplique essa idéia. Não dá para assistirmos de camarote essa bandalheira que estão fazendo com Campos e na cara de pessoas qualificadas iguais a você, o Andral e muitos outros. Um abraço

Anônimo disse...

Vai sobrar até para o motoboy, cuidado que ele vai passar pra pegar o cheque digo, os culpados

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