quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O PODER EM NOSSAS MÃOS

O índice aplicado às aposentadorias e pensões dos segurados que recebem mais que o salário mínimo foi praticamente a metade do que foi oferecido para aqueles que recebem o minímo. Isto está ocorrendo, não é de hoje. Quem já se aposentou há mais ou menos 10 anos, o valor do seu benefício está extremamente reduzido, quando se leva em consideração quantidade de mínimos que recebiam à ocasião da concessão do benefício.
Muitos de nós, líderes sindicais, representantes de partidos políticos muitas vezes subimos aos palanques esticando as veias do pescoço para criticar a política nefasta de achatamento do salário daqueles que muito contribuiram, não só para os cofres da Previdência oficial, como para o desenvolvimento do País. E esses mesmos, hoje aposentados, amargam calados essa perda, acentuada principalmente por estarem em uma fase da vida, quando a doença é a sua maior companheira, que traz consigo a pesada receita do remédio caro.
Vi muitos de nós, financiados pelas Centrais Sindicais ou pelos movimento sindical espalhar out-doors pela cidade, criticando fatos semelhantes. Hoje a justificativa que se dá é que se está recuperando o valor do salário mínimo. Mas qualquer ser com capacidade razoável no pensar vai concluir, que matematicamente ao longo de algum período, todos nós aposentados estaremos ganhando o mínimo. Não temos nada contra quem ganha o mínimo, a nossa grita e a nossa reclamação é que o mínimo é muito pouco e o nivelamento está sendo feito por baixo.
Outra reclamação é que nós estamos calados, até aqueles que pertencem aos partidos do governo ou de apoio a esse governo. Na nossa avaliação, também os valores dos salários daqueles que recebem mais que o mínimo também devem ser corrigidos e recuperados. Temos que reclamar porque está doendo em nós e em milhares de companheiros e companheiras e a dor aumenta, quando vemos os grandes devedores da Previdência sendo tratados com todo o carinho seja pela renegociação benevolente da dívida ou pelo desinteresse em fazer com que esses recursos, muitos deles descontados dos trabalhadores e não repassados para o caixa da Previdência, esteja à disposição para operar tal recuperação.
Não é porque somos do Partido de sustentação ao governo federal que temos a obrigaçõ de nos calar. Uma coisa é o partido e outra é o governo. A nossa responsabilidade com a sociedade, não só os trabalhadores que já aposentaram, como aqueles que estão próximos a dar entrada no seu pedido de benefício, não acabou quando chegamos ao Governo. O que está dando certo, é claro, temos que ressaltar. E aí podemos citar a Economia que, apesar das dúvidas e da torcida contra, recuperamos ela está bem melhor do que quando assumimos, nos transformando hoje em referência nesse mundo em crise. Nunca a renda esteve tão partilhada com aqueles que os planos excluiram. O cinturão de proteção social reduziram em muito a míséria e a fome. No entanto não podemos nos calar diante dessa política que achata o salário dos aposentados e pensionistas, enquanto aqueles que sonegam a Previdência, são tratados com toda a consideração.
É necessário que as lideranças, muitas delas hoje aposentadas, retornem à luta, às ruas, para cobrar essas distorções. Podem contar comigo, posso não ser grande coisa, mais sou mais um .

2 comentários:

Anônimo disse...

Finalmente, alguém com cojones para fazer esse tipo de análise. Muitos tem essa vontade, mas parece que o gato comeu suas línguas.

RANZINZA POLÍTICA disse...

COMPANHEIRO, A NOSSA PREVIDENCIA SOCIAL PRECISA PASSAR POR UMA PROFUNDA REFORMA, PARA REDUZIR O "DEFICIT". MAS ISTO NÃO É A JUSTIFICATIVA PARA ESTA DISTORÇÃO.

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