sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Me dá Licença


Quando se filia a uma sigla partidária, alguma motivação maior se fez presente na hora desta opção. A necessidade da participação efetiva do cidadão na política, tendo em vista que toda nossa existência, do nascer ao fim ela está intensamente dependendo das ações dos atores políticos, e isso nos move a tentar intervir e nos posicionar, para que a qualidade dos políticos e das políticas cada vez mais se aproximem de um ideal de conduta e seriedade no desempenho da gestão pública.

Outra alternativa seria a afinidade com os nossos precursores, que já se encontram na sigla ou até pela atuação circunstancial de algum parlamentar ou executivo que nos empolgaram pelo seu desempenho eficiente e ético. Mas, em todos os casos, a motivação maior é quase sempre a ideologia gravada na bandeira que os seus militantes empunham e que colocam à disposição da sociedade.

Aí, aparecem alguns companheiros com a surpreendente iventiva e criadora da figura da licença partidária. É como se pudesse deixar em um canto do tempo do armário da vida a abrigação assumida para perambular por outras paragens partidárias, para experimentar outras práticas, objetivos e vantagens.

Recentemente no PT alguns companheiros entenderam dessa forma, com a expectativa de que se tudo der certo, voltam para pedir desfiliação. Mas no caso do insucesso ou ameaça de quebrar a cara, lá estão eles de volta para pegar o que no armário deixaram, como se nada tivesse ocorrido.

Não seria o caso desses ansiosos companheiros, encontrarem as portas desse armário e do partido sempre fechadas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Não se tem mais petistas como antigamente. Dá pra contar com os dedos

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