quarta-feira, 30 de abril de 2008

PT NÃO ACEITA RETORNAR AO GOVERNO MOCAIBER


Em reunião encerrada em torno de 22.30 horas, com o Prefeito Alexandre Mocaiber e a convite dele, a Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores, comunicou o que já havia sido decidido na última reunião do Diretório Municipal - O PT não vai ocupar os cargos na Administração Municipal. Presente ao encontro, estava o Dr. Mackoul.

A política exige um pouco de paciência

Tem sido comentada de forma muito frequente na rede blog a equivocada particpação do PT no Governo Municipal. Talvez o ideal seria que aqueles dirigentes fossem a público e fizessem a sua mea culpa, uma vez que nos bastidores já há esse reconhecimento. Não seriam necesárias 20 ou 30 vergastadas, num açoite público até que o vermelho da estrela estivesse à mostra.
Não, seria uma nota na Imprensa (e ela já foi redigida) de preferência em toda ela (rádio, televisão e jornais). No entanto, nós sabemos que isso é financeiramente inviável (Qualquer filiado poderá comparecer a uma reunião do Diretório e perguntar pelo saldo bancário da sigla). Para alguns outros partidos, talvez não. E para os detentores desses meios de comunicação ou para os políticos seus íntimos, nada custaria. Todavia só uma nota em um determinado jornal da cidade não ficaria por menos do que 6 mil reais. Em outro, um pouco mais barato, ou até de graça, porque interessaria ao jornal e ao grupo que o comanda o teor da retratação. Quando se parte para a televisão, o preço é 5 vezes mais.
Enquanto membro da Direção Executiva do Partido, achamos que o momento é de um pouco de paciência. Hoje, haverá um encontro do grupo que participou do governo, com o Prefeito. A expectativa é que os mesmos, ao fazerem esse encontro, comuniquem ao Prefeito a decisão do Diretório Municipal (foram 35 votos favoráveis e l abstenção) da intenção da não participação mais nesse governo, pelos motivos que todos sabemos. Primeiro não implantação das políticas que o PT indicou, apesar de ao participar dele ter produzido alguma coisa de positiva, a exemplo do fim da inadimplência do Governo Municipal com o Governo Federal, retornando a possibilidade do envio das verbas federais. Aí alguém poderia indagar. Para que, para serem desviadas de novo. Cabe a nós protestar e muito mais à Câmara de Vereadores fiscalizar, o que não fazem. Segundo, pela suspeição desse governo produzir desvio de verbas (vide PF e MP).
Se esse retorno se desse, seria à revelia do Diretório, o que caberia medidas severas e urgentes, que passam pela Comissão de Ética do Partido. Quanto ao mais, é aguardar e não se precipitar. O PT está acima de alguns companheiros equivocados e, como já disse, poderá aglutinar novamente vários companheiros históricos do Partido(conversas adiantadas nesse sentido já são produzidas) e outros militantes que por motivo outros estavam afastados, podendo produzir junto a esse movimento e aos outros partidos que pensam na mesma direção os resultados e intervenções que desejamos. Para finalizar, gostaria de ressaltar que toda esse movimento no sentido contrário à participação, depois pela saída do governo e agora pelo não retorno, deve-se à contribuição séria que a minoria coerente, que vários companheiros ajudaram a construir, tem produzido.

domingo, 27 de abril de 2008

Nariz de Palhaço e Cara na Reta


Nem todos no PT concordam com o método, atalhos e práticas produzidas por alguns dos seus membros para chegar ao poder, movido pela ansiedade e pelo comodismo das "alianças".

Realmente, você pegar um cavalo no pasto, amansá-lo, cuidar dele, treinar, encilhar, dá um trabalho! No entanto, pegar um mangalarga, marchador, na porta, já selado, é meio caminho andado. Continuo pensando da mesma forma que penso desde quando entrei no PT, atraído pela sua forma democrática de fazer política, sem dono nem cacique e aonde o voto, a proporcionalidade e as instâncias ensejam o emplacamento de idéias, mesmo que de forma minoritária.

Não dá para você fazer aliança com quem pensa o poder, tendo como motivação principal alguns projetos pessoais que visam se dar bem. O visitante virtual sabe muito bem o porque, mas nunca é demais esclarecer. Quando você faz alianças com esse tipo de pessoas, em decorrência, vem a cumplicidade, a obrigação, o dever favor, o financiamento, o rabo preso e uma intimidade tamanha com o lado podre da política que, depois de eleito, você fica igual à maioria dos nossos vereadores, com aquela sonolência e subserviência que o levam a compor, sem direito de reação, a bancada de apoio daquele que o fez chegar ao Poder, em nome de uma "governabilidade" que tem o povo em plano secundário.

Na ausência desse parceiro ideal, sou favorável a uma caminhada solo. Mas para isso, é necessário conter a ansiedade. Fazemos parte da história, mas para fazer as coisas acontecerem demanda tempo e paciência.

Sempre sugeri, e continuo sugerindo que peguemos o Programa de Governo do PT, que tem tudo a ver com o bem estar da população, dar a ele uma versão didática, através de folhetins e levá-lo para discutir com os movimentos sociais. Mas para isso, é necessário saber quem pode fazer essa tarefa. Não dá para você chegar perto do eleitor com bafo de adesista inconsequente, nem aliancista com o lado nefasto da política. Mas esse é o caminho. No ato de ontem, já percebi que isso é possível.

Os jornalistas, a exemplo do Vitor Menezes e Ricardo André (foto), outros bloguistas como Roberto Moraes, Fábio Siqueira, Xacal, Gustavo Ouviedo, Gustavo Rangel e outros, estudantes, professores e demais companheiros que pensam uma Campos diferente deram esse exemplo. É preciso ter a coragem de colocar o "nariz de palhaço", a cara na reta, não ter medo do filme ou da foto que o vá deixá-lo mal na fita.

Aliás, é bom ressaltar o papel dos blogs, como núceo de mídia para se colocar como alternativa à imprensa de Campos, onde vemos de um lado A Folha da Manhã, defendendo quem está no Poder, com unhas e dentes, porque é quem paga regiamente as suas contas e de outro lado, o Diário, a serviço do grupo que quer chegar ao Poder. Ambos em detrimento do papel importante de dar cobertura isenta e imparcial aos fatos (estranho, por mais "invisível que fosse o Chega de Palhaçada, nenhum dos dois deram publicidade ao evento).

No Partido, nas eleições de 2006, sem recursos e apoio, nos constituimos na 3ª força eleitoral de Campos e a 1ª se não fosse permitida a compra deslavada de votos. Todavia, alguns anisiosos tomaram um outro rumo. Mas dá para recuperar. É hora de sentar, reconhecer os equívocos e usar uma ferramenta eficiente nestas ocasiões, que é o conversar, o entender-se, o deixar de lado o personalismo e a vaidade e retomar o que estava dando certo.

sábado, 26 de abril de 2008

Movimento natural e sem chapa branca


Para nós foi uma surpresa muito agradável a qualidade e até a quantidade de companheiros que compareceram ao Largo da Imprensa. O Movimento "Chega de Palhaçada" teve como característica o não estar financiado por alguma chapa branca, nem partidarizado, apesar dos companheiros que compareceram ao Protesto estarem ligados a algumas siglas partidárias. Foi excelente começo. Os grandes movimentos Direta Já, Fora Collo, e outros, começaram assim, de forma expontânea, natural. Inúmeros bloguistas compareceram, embora muitos deles não se conhecessem. Mas mesmo assim, esse movimento promete. Lá na frente estaremos estreitando mais nossos contatos.

Sou testemunha, compareci e quero parabenizar o Blog Urgente e seus valorosos jornalistas, ao Roberto Moraes, ao Eu penso Que do eficiente e valoroso Ricardo André, a quem peço permissão e desculpas pela ultilização da sua foto (onde apareço com os companheiros Fábio Siqueira e Luciano D'Angelo), o Fábio Siqueira e outros. Embora estivessem lá, não consegui identificar os inúmeros outros bloguistas. Onde estavam o Kabrunco e o Lamparão? Apesar de prometido, não sei se o Djahojinho compareceu. Ele havia prometido asfixiar alguns marimbondos na palma da mão. Será que ele compareceu disfarçado de anônimo. Ou seria aquele que mascarado? Não deixou de ser uma decepção, como não tive a chance de conhecer o meu Guru e redator de A Trolha, o Venerável Xacal .Mas valeu a pena e todos merecem os nossos aplausos. Podem me chamar que eu vou.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Chega de Palhaçada!

Visitando hoje o nosso companheiro José Ricardo Bastos, um dos melhores zagueiros, que estes olhos viram jogando pelo Goytacaz, fazendo da divulgação do evento do próximo sábado, dia 26, às 10 horas, no Largo da Imprensa, tive uma grata satisfação. O mesmo é visitante costumeiro de blogs e já estava sabendo. Para aumentar a nossa satisfação, o mesmo garantiu a sua presença e de alguns convidados seus. É a garantia da presença de um sujeito cidadão,na verdadeira expressão da palavra, que de há muito também vem protestan do contra essa desclassificada política praticada em Campos. Nos encontraremos lá! Seja bem vindo, Zé!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Deu no Blog do Fabiano Seixas

Discurso do candidato antes da posse:
Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos econômicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
Discurso do candidato após a posse:
Basta ler o mesmo texto, de baixo para cima.

O Professor e o Eleitor

O sistema eleitoral em Campos, como em outras partes do Brasil, chegou ao fundo do poço. Os políticos e até Empresários descobriram um modo muito eficiente de chegar e/ou permanecer no Poder. Quanto mais miséria, menos educação de qualidade, um sistema de saúde deficitário, os pés plantados nas valas negras , transformam a população em uma excelente e fácil matéria prima, para os seus projetos.
Aí fica fácil, convencem o voto com 50 ou 100 reais, tomam conta das chaves do cofre, de preferência de uma Prefeitura rica como Campos, monta uma bancada de apoio, convencida com bastante $onífero. Então é só aguardar e arrecadar para as próximas eleições.
Como reverter esse quadro, quando parece que todos os políticos são iguais. Estamos sugerindo a alternativa através da Educação. O Professor, quer queira ou não, sempre vai ter à sua frente jovens que estão começando sua vida cívica. Que tal, sem partidarizar ou fazer propaganda de candidatos, começar a dizer para o aluno que ele tem que participar da política maior. Que ele tem que tirar o seu título, mesmo que seja já aos 16 anos, e que ele tem nas mãos a arma mais eficiente contra aqueles aventureiros que usam da miséria para encher o bolso, em detrimento do seu futuro. É dizer-lhes que 2 + 2 = 4. Mas se o político for desonesto, 2 + 2 = 0. E na hora de repartir o bolo, a sua melhor parte vai ser aquela que cair da mesa.

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